SUÍÇA


SUÍÇA

Reportagem fotográfica!

veja AQUI todas as fotos.


Suíça esperava o grupo resiliente e desejoso de a visitar. A paisagem deslumbrante (como em todo o decorrer da andança por lagos, montes e vales) deu as boas-vindas até Sankt Gallen que nos fez abrir a boca – literalmente – perante este Património Mundial da UNESCO: a Biblioteca, com cerca de 170.000 livros desde o século IX, num belo salão barroco e sob a vigilância da múmia egípcia Shepenese. E ao lado, a Abadia fundada no século VIII e centro de peregrinação e de comércio, e fascinantemente decorada em estilo barroco-rococó. Rumo à cidade histórica de Stein am Rhein, com o lago Bodensee (ou de Constança) como companhia, que abriu as suas muralhas para edifícios medievais de enxaimel pintados com espetaculares frescos e para o seu centro medieval preservado. O cansaço de uma noite quase sem sono, de um dia de emoções vibrantes, não ensombrava o prazer da viagem. No dia seguinte, a Turicum romana ou Zurique, importante centro financeiro, o maior centro de ouro do mundo e das mais caras cidades, foi-se desdobrando pela guia Carla Zimmermann: a estação dos caminhos-de-ferro, em frente Bahnhofstrasse, a Igreja de S. Pedro com o seu relógio, a Fraumünster (mosteiro de mulheres aristocratas), a igreja protestante Grossmünster com a lenda dos santos padroeiros e a ação do reformador Zwingli, entre outros, na deambulação pela cidade. Lucerna ofereceu o monumento dedicado “à lealdade e bravura dos suíços” do massacre em 1792, em Paris, através do leão moribundo esculpido numa pedreira de arenito; a igreja de S. Leodegário do renascimento alemão (1633-1639); a Ponte da Capela, Kapellbrücke (1365), em madeira com as empenas pintadas sobreviventes dos incêndios e do tempo, com música mística de hang, ao fundo; da Torre de Água, Wasserturm, de 35 metros. Em moldura, ao fundo, as montanhas Pilatus e Rigi. Berna e Gruyères enriqueceram o terceiro dia. O perfil medieval alcantilado da capital, sublinhado pelo rio Aar, foi-se desenhando, com os ursos pachorrentos a atrair desde 1440, destacando-se a torre da catedral de 101 metros de altura, os 6 Km de arcadas, as centenas de fontes, a Speicherergasse, a Torre do Relógio Zytglogge (1405), a Torre da prisão Käfigturm, o mercado colorido e culminando na Einsteinhaus, singela homenagem ao génio da Teoria da Relatividade. Berna merece bem ser Património Cultural Mundial da UNESCO! Com o verde a emoldurar o castelo de Gruyères, com a imponente torre de menagem (século XIII) e recantos surpreendentes, uma povoação turística, com Alien a espreitar ao passar pelo Museu H. R. Giger e um concerto de alphorn a brindar o final do dia. No sopé, o apetecível queijo apresentado de forma dinâmica. O Lago Léman e o Jura aconchegam Lausanne. A sua Catedral concedeu-nos cinco minutos para admirarmos os seus elementos decorativos desde o românico até ao atual e potentoso órgão. Ao lado, o Museu Histórico com 550.000 testemunhos, desde a Pré-história. Deambulámos pelo Palácio Rumine, pela Place de la Palude e seu relógio, pela Esplanade de Montbenon e seu Cassino, além do Palácio de Justiça, com o guia Helder Ferreira. O sol iluminou as obras de arte e toda a zona envolvente do Museu dos Jogos Olímpicos. Depois foi serpentear pelas margens do lago e pelas encostas em degraus recheadas de vinha até Montreux, “a capital da Riviera de Vaud”, a abarrotar de turistas que se tornearam pela Place du Marché para chegar a Freddie Mercury. A compasso de um trânsito domingueiro, chegou-se a Vevey, escolhida por Carlie Chaplin, sede da Nestlé, com o garfo gigantesco em frente à Alimentarium (sobre a nutrição humana) e animada com jovens circenses. Para culminar o dia, o fantástico castelo medieval de Chillon (fortaleza, arsenal e prisão), hoje museu. No último dia, Genebra/Genève, cidade global de referência, tanto na diplomacia como na cooperação internacional pela neutralidade suíça (Nações Unidas, Cruz Vermelha, Unesco, …) – a “Cidade da Paz” e a segunda com maior qualidade de vida no mundo. Com o reformador protestante João Calvino em muitos recantos, ficaram retidos na memória o alerta da Broken Chair, a heráldica falante do mausoléu erigido a Carlos II de Brunswick, a capela dos Macabeus da Catedral de St. Pierre, os meandros do centro histórico, o jardim e seu memorial, com o guia Pilar Graa. Terminou no refrescantemente belo passeio pelo Lago de Genebra (ou Léman), passando ao lado dos 7.000 litros de água do Jet d’Eau. Viagem que culminou em êxito com a interação harmonicamente conjugada entre o profissionalismo e a dedicação do Dr. Carlos Cerqueira (lamentavelmente não foi), a simpatia e o conhecimento do Sr. Márcio Silva, do Sr. Rui e da Sameiro Travel. Grata pela vossa colaboração! Recantos excecionais também os cá temos: Arcos de Valdevez e Sistelo aguarda(e)m-nos! Maria Ivone da Paz Soares