Arcos de Valdevez e Sistelo


Arcos de Valdevez e Sistelo

Reportagem fotográfica!

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Encontro com o Outono, com a parceria do sol companheiro das nossas viagens.

Força e tenacidade humanas bem patentes pelas encostas acima e abaixo, regadas pelo rio Vez. Sistelo revitalizada (mas também sobrecarregada) pelos comprovados prémios: Monumento Nacional da paisagem cultural (a primeira do país!!), a pequena aldeia considerada o ‘pequeno Tibete português’ (ou Douro do Gerês) e ainda foi a vencedora das 7 Maravilhas de Portugal (como Aldeia Rural). Paisagem extasiante vislumbrada no Miradouro da Estrica ou Penedo do Castelo.

O simpático e perito arquiteto Fernando Cerqueira Barros conduziu-nos de forma enriquecedora pela história sociológica daquelas paragens que vingaram tenazmente desde que era uma póvoa doada à Ordem do Hospital e reconhecida nos finais do século XIX pelo Visconde de Sistelo, o “torna-viagem” bem-sucedido Manuel António Gonçalves Roque que promoveu a sua aldeia, que a marcou com a sua Casa do Castelo, com as infraestruturas.

Arcos deixou-se deslumbrar pelo Recontro de Valdevez que, em 1141, opôs Afonso Henriques a seu primo Afonso VII de Leão e Castela, pelas ruas altaneiras oitocentistas; ali se pode (re)descobrir o arquiteto bracarense setecentista André Soares na Capela do Calvário e na Igreja da Lapa. Revelou-se em outros recantos acarinhados, no atordoamento da loja de memórias/quinquilharias, na pequena capela de N.ª S.ª da Conceição da transição entre o românico e o gótico, até chegarmos à setecentista "Casa do Terreiro" ou do "Conselheiro” Gaspar de Azevedo Araújo. Este solar-mil-folhas-e-saberes com cinco salões decorados com pintura em tela acolhe a Casa das Artes e a Biblioteca Municipal.

Agradecimento reconhecido ao Sr. Dr. Nuno Soares, Diretor da Casa das Artes / Biblioteca Municipal pelo excecional acolhimento.

E o dia estava a chegar ao fim e havia um enorme desejo de saudar a despedida do sol do alto das ameias. E ele esperou por nós até conquistarmos o primeiro piso do Paço da Giela, de paredes abertas e fortalecidas pela sua conturbada História, desde o primeiro quartel do século XIV até aos nossos dias, quando foi recuperado para se tornar um espaço interpretativo e expositivo.

Grata pelo reconhecimento e pelos aplausos à dedicação e à organização do Dr. Carlos Cerqueira e à alegria que sinto junto de vós por vos poder apresentar recantos prontos a serem redescobertos.

E a última viagem programada para 2018 pela CdP será um encontro muito especial com [S.] Gonçalo e com Amadeu.

Até lá, há que saborear cada dia.

 

Maria Ivone da Paz Soares